pequena

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 11:10 pm on Quarta-feira, Março 3, 2010

Johnny Cash cantando e um sentimento de melancolia. Lembrei que a pequena Alice fará aniversário de um ano nos próximos dias. E não estou perto para vê-la desabrochando na flor mais delicada do nosso jardim. A distância é uma senhora malvada.

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silêncio

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 10:23 pm on Quarta-feira, Março 3, 2010

já percebi que quando passo por esse hiato sem palavras é sempre quando ando inquieta com atividades, planos, idéias, tanta coisa. e sinto que preciso do silêncio para encontrar o que busco, preciso do silêncio para materializar meus pensamentos. preciso do silêncio para ser.

a menina

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 10:18 am on Segunda-feira, Fevereiro 22, 2010

Faz uns dias que estou com o olhar da menina comigo. Ela devia ter uns cinco anos, magrinha,  cabelos bem cacheados pretos e os olhos redondos de azeviche, brilhantes, vivos e sonhadores. Ela contava pra amiga da mãe que tinha ido até madureira, subúrbio do Rio, comprar o material da sua festinha de aniversário. Com o coração aos pulos, um sorriso encantador e uma vozinha fininha, ela contava todos os detalhes e como tudo era lindo para ela. E fiquei fascinada com os olhos da menina perdidos naquele universo de fantasia. Ela passou um tempinho parada olhando para o nada com um leve sorriso no rosto de felicidade. E os meus olhos, do outro lado,  ficaram  mergulhados naquela menina sonhadora.

A poesia está nos olhos de uma criança.

Porque hoje é sábado

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 9:59 pm on Sábado, Fevereiro 13, 2010

Depois de voltar pra casa num sábado de carnaval. Nada melhor do que escutar Tom, Vinícius, Toquinho e Miucha “num show ao vivo no canecão”. O mundo fica mais bonito.

“Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver…”

matemática

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 10:48 pm on Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Pela primeira vez consegui ver poesia na matemática. A solidão dos números primos é um livro para ser lido de um fôlego só.

“Mattia sabia o que tinha a fazer. Devia ir até lá, sentar-se de novo naquele sofá, pegar a mão dela e dizer não devo ir embora. Devia beijá-la outra vez, e mais outra ainda, até que se habituassem àquele gesto a ponto de não poder mais deixar de fazê-lo. Acontecia nos filmes e acontecia na realidade, todos os dias. As pessoas se prendiam àquilo que queriam, agarravam-se às coincidências - àquelas poucas - e criavam uma existência.  Devia dizer a Alice estou aqui, ou ir embora, pegar o primeiro voo e tornar a desaparecer, voltar ao lugar em que ficara esperando todos aqueles anos”

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