memórias

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 2:34 pm on Quinta-feira, Março 10, 2011

Depois de um tempo longe das panelas, receitas e toda a alquimia que envolve o mundo da comida, voltei, aos poucos,  a cozinhar. Quando cozinho, sinto que fico mais próxima dos meus amores e de mim. A comida aproxima, envolve e nos transporta. Lembro da cozinha da minha mãe, aquele cheiro incrível na casa toda, todas as filhas reunidas na mesa, a expectativa dela com a nossa crítica e sua cara de satisfação depois de tantos elogios.

Mesmo preparando a mais simples receita, lembro das dicas da minha mãe e é como se ela estivesse comigo ali. Quero que meus filhos também recebam essa herança do cheiro, das lembranças e do conforto que a comida nós dá. Será uma imensa alegria que eles cresçam com a sensação de que não existe comida melhor no mundo como a da nossa mãe.

lua adversa

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 9:10 pm on Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

um pouco de mim na poesia da Cecília Meireles. é só o mistério da lua. e preciso da energia, da clareza e da vitalidade do sol.

“Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…”

Um ano novo, novo!

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 11:52 am on Quarta-feira, Dezembro 29, 2010

O que quero do ano ímpar me faz lembrar uma das minhas poetisas preferidas que uma vez escreveu que para o desejo do seu coração o mar é apenas uma gota.

Desejo ter sempre lentes de poesia para ver a beleza que há no mundo e em mim. Desejo alma leve para flutuar pela vida, desejo sabedoria para ir e para saber voltar, desejo ultrapassar meus limites, desejo poder dar o meu melhor para os que amo e relevar os pequenos defeitos, desejo as risadas e companheirismo das minhas amigas, desejo borboletas no estômago, desejo me apaixonar todos os dias… Desejo o que um amigo me desejou nesses dias: que 2011 seja o início dos melhores anos da minha vida! Amém.

sempre chega…

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 4:17 pm on Sexta-feira, Dezembro 17, 2010

A primavera chegou no verão aqui no meu jardim particular. Tempo de flores, borboletas, felicidade.

Lembrei de um parnasiano que ousou sair da forma precisa da sua escola literária e mergulhou, ou melhor, ouviu estrelas. Ultrapassar é preciso! E eu entendo estrelas.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

Olavo Bilac

acordo

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 4:06 pm on Segunda-feira, Dezembro 13, 2010

Ela faz parte da minha vida, das minhas escolhas. Parece uma tatuagem me lembrando o tempo todo que está ali,  lembrando que não importa onde estou, qual o caminho vou tomar, já somos velhas conhecidas inseparáveis. A saudade tá sempre me olhando. Ás vezes sorri, outras vezes me encara misteriosamente. Em muitas, é tão malvada. É preciso confrontá-la e com doçura e um pouco de leveza fazer um acordo. E digo pra ela: viva comigo, mas me leve até minhas pessoas favoritas, dê um beijo nelas por mim e diga que estou aqui, sempre aqui.

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