poder

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 11:20 pm on Terça-feira, Julho 27, 2010

Pode ser a sensação de um golpe fatal, ou uma taquicardia, pode ser um sorriso despertado, uma lágrima. Pode ser uma ventania, uma ressaca do mar ou uma brisa suave. Pode despertar sonhos, fazer adormecer, sacodir toda a poeira. Pode salvar o mundo, ou simplesmente o seu dia.

Pode aproximar, pode levar para onde só o silêncio é capaz. Pode transformar, pode tirar tudo do lugar, pode fazer ver uma flor no meio do asfalto, ou pode tirar a pedra do meio do caminho. Pode espantar, pode ultrapassar, pode agredir ou pode fantasiar. Pode fazer com que o seu jardim seja maior do que o mundo. Pode fazer a quadrilha do drummond dar certo no  final. Pode fazer do verme um poema, salve Augusto! E pode também salvar um afogado, já dizia o Quintana.

 A poesia pode tudo. E sempre me salva no final.

“Quem faz um poema abre uma janela

Respira tu que estás numa cela abafada

esse ar que entra por ela.

Por isso é que os poemas têm ritmo

para que possas, enfim, profundamente respirar.

Quem faz um poema salva um afogado.”

(Mário Quintana)

dois lados da mesma moeda

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 12:53 am on Domingo, Julho 18, 2010

Escrito entre um café, os olhos nas paisagens de uma revista de turismo e a espera do abraço desejado. Um mar de sentimentos me transbordou e durou um tempo infinito de poucas horas.

Nuvens.

Liberdade, conhecer outros ares, tanta beleza que os olhos podem alcançar e o coração pulsar mais alegre a cada descoberta. Sentir as inúmeras possibilidades da vida. O mundo todo lá fora. Crescer, aprender, multiplicar-se, voar.

Ninho.

O desejo do aconchego, dos cheiros familiares, do quente confortável do lar. Terra. Raízes. Crianças brincando. O mundo todo ali dentro. Dividir, ser, doar, ultrapassar-se, amar.

idem

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 3:53 pm on Quinta-feira, Julho 15, 2010

“Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.”
José Saramago

um música chamada saudade

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 2:02 pm on Quinta-feira, Julho 15, 2010

Num encontro rápido com o Chico aqui no Rio, fiquei sabendo que ele e o Moska compuseram uma música para a Maria Bethânia chamada Saudade. Fiquei ansiosa para descobrí-la. Essa palavra faz parte da minha vida.

Saudade

Saudade a lua brilha na lagoa
Saudade a luz que sobra da pessoa
Saudade igual farol engana o mar
E imita o sol
Saudade sal e dor que o vento traz

Saudade o som do tempo que ressoa
Saudade o céu cinzento a garoa
Saudade desigual
Nunca termina no final
Saudade eterno filme em cartaz

A casa da saudade é o vazio
O acaso da saudade fogo frio
Quem foge da saudade
Preso por um fio
Se afoga em outras águas
Mas do mesmo rio
(Chico César e Paulinho Moska)

Top List Cidade do México

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 6:04 pm on Quarta-feira, Julho 7, 2010

Não preciso dizer que é sem ordem de preferência né. Obrigada:)

- o povo mexicano é muito caloroso, faz questão de se esforçar para entender nuestro portuñol;

-logo no aeroporto do Panamá apresentei a Paula ao Rafaello(uma bolinha branquinha e mágica da ferrero rocher. calma! é alucinógena, mas é apenas um chocolatinho). E falei pra ela: “quando vc der a primeira mordida, vai dar uma caidinha na sua pressão de tanta gostosura”. Paula riu meio desacreditada, mas quando deu a primeira mordida no rafaello… hummm nuestro elegido da viagem!;

- graças ao bom Pai celestial, ao Carlos e a Tabs ficamos hospedadas no bairro de Condessa. Um dos pontos altos da viagem. Uma delícia de bairro, bem arborizado, com vários restaurantes, barezinhos, cafés….;

- pegamos uns desses ônibus que fazem tours pelos principais pontos da cidade e pudemos desmistificar um pouco a idéia de que a cidade do méxico era muito caótica, violenta e suja. Há bairros agradabilíssimos e um parque bem legal no meio da cidade;

- o centro histórico tem muita influência da arquitetura espanhola, muitos prédios imponentes, uma catedral linda( estava em reforma e pelo que lemos  e não vimos rs conserva resquícios arqueológicos da civilização asteca). outra coisa bem legal é que era um dia de manifestações políticas, então o zócalo estava em polvorosa e pudemos mergulhar bem na cultura mexicana. uma loucura;

- nossa ida para Xochimilco, subúrbio da cidade do méxico, que tem um passeio de gôndolas com mariaches cantando. por lá tomamos a pior cerveja de todos os tempos e comemos um milho assado que só depois que eu dei a primeira mordida, a paula me falou um pequeno detalhe. a sra. que vendeu o milho segurava-o com a mesma mãozona que recebia o dinheiro. ecaaaaa! mas foi pura diversão;

- uma característica nossa é ter crise de risos quando o cansaço bate. e nessa viagem foi demais. várias piadas internas que só nós duas entendemos o quanto era engraçado: “Vamos ver os Garibaldis”. ” Amiga, ainda bem que não colocamos Guadalajara no nosso roteiro”. ” Como se fala mesmo logo depois que conhecemos alguém> mucho gusto. kkkk. acabei de falar muchas gracias”. Numa dessas crises intermináveis de riso, o taxista, maladramente, achando que éramos retardadas, drogadas ou sei lá o q, quis nos cobrar uma fortuna e na mesma hora paramos de rir e como assim> vamos pagar x e ache bom. “somos tão corajosas” ehheh;

- em Condessa, saíamos de um bar para outro e numa dessas nossas paradas eis que a Paula habla espantada: ” Amiga, quequéisso> mira el cantante”. Madre Dios, depois de ver e até a nos acostumar com tanta gente “estranha” reunida, enfim um colírio para nuestros ojos, pero el cantante se achava e cantava mal pra “carajo”(mas diante do contexto, ele tava podendo! rs);

- o ótimo pub celtic que todos os dias tinha bandinhas rock’n roll. e aonde vimos uma das cenas mais engraçadas da viagem. Imaginem um pub com todo o climinha típico, escurinho, decoração descolada, gente jovem, rock tocando… daí viro para o lado e vejo numa mesa cheia de gente um típico casal mexicano(bem novela maria do bairro), ele, cinquentão, bigodão, gordão e ela também folclorica e de bengalinha na mão… os dois aos roncos, dormindo profudamente. Quando mostrei a cena para a Paula não conseguíamos conter nossas risadas srrs; 

- depois de tantos tacos, nachos, pimentas muitas pimentas, margaritas e alguns piriris(aff), resolvemos comer num restaurante nobre de Condessa uma deliciosa massa ao pesto. ai que alívio(ficamos até com saudades da Itália) e no outro dia já estávamos enloquecidas querendo nachossssssss;

- Museu Nacional de Antropologia, Museu Frida Kahlo(que a Paula insistia em chamar Frida Carlo), a linda Casa dos Azulejos;

- nossa ida a Teotihuacan(até hj não aprendi a dizer isso), civilização Asteca. O lugar é mesmo lindo. Assim que chegamos, um vendedor local jogou o maior caô pra cima da gente de que era para a Paula fazer um pedido na pirâmide da Lua e eu na pirâmide do Sol e nós duas inocentes: ” como o sr. sabe disso> sentiu nossa energia… oh oh que lindo” e já entramos no parque com umas pulseiras de prata no braço que o vendedor, logicamente, conseguiu nos convencer a comprar. Carimbo de lesadas(nem vou comentar que aconteceu a mesmíssima coisa no pelourinho, em salvador. ehehhe);

- muitas e muitas outras coisas que não cabe aqui porque isso já deixou de ser um top list e virou um livro de memórias de Telma & Louise.

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