Sabor da descoberta

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 3:45 pm on Quarta-feira, Julho 26, 2006

Quero primeiro agradecer à amiga-girassol por acrescentar poesia na minha vida. Uma vez li no seu blog um texto de Manoel de Barros. Não conhecia de perto o poeta, mas  minha curiosidade por por essa gente de alma grande me levou até uma poesia tão linda, com tantas imagens poéticas, tanta natureza e simplicidade. Pronto. Já amo o Manoel. Sem pedir licença vc pode entrar na minha vida.

A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo.” ( Manoel de Barros)

Para minhas flores no dia do amigo

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 6:08 am on Quinta-feira, Julho 20, 2006

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…

Vinícius de Morais

A bola corre mais que os homens…

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 8:13 am on Quarta-feira, Julho 12, 2006

No meio da euforia da Copa e depois do Brasil ser eliminado, fiquei cheia de ouvir e ler os mesmos comentários de torcedores comuns, de críticos, jornalistas… parecia até um mantra… Mas hoje  ao ler o caderno 2 do Estadão, pude apreciar um artigo do Roberto da Matta, antropólogo fluminense, que gosto bastante. E gostei, principalmente, pela abrangência do texto não se aplicar apenas a um jogo de futebol.

Só alguns trechos:

[…] “As vitórias não pedem explicação; mas as derrotas demandam uma apuração dolorosa. As vitórias, como os grandes presentes, são embrulhos hermeticamente fechados que falam por si mesmos. Mas as derrotas deixa nu os calcanhares: as partes baixas e a retaguarda. A vitória, sempre desejada, é algo esperado - ” Eu não disse que o gol ia sair dessa jogada?” Ela dá direito ao berro que derrete as fronteiras individuais, de classe e de segmento, parindo o mostro das coerções coletivas que, investidas no papel de multidão, turba, coletividade ou torcida envelada consigo mesma, apaixonada pelo que entende como prova de sua incrível capacidade e talento, pode fazer o que quiser para confirmar a sua transitória superioridade. A vitória explode a nosso favor e contra o outro. Já a derrota, fragmentando o nosso ser e confundindo a nossa competência e cabedal, nos leva para dentro da nossa mais sinistra insegurança. Para esse descascar de feridas antigas que são a base de todo ressentimento; o centro das grandes frustações. A vitória produz a bilndagem da união; ela faz surgir os heróis que personificam o melhor de nós mesmos. Já a derrota divide, revelando os traidores - ” desde o início”- não acreditavam em nós e por isso devem ser exemplarmente punidos. Pois a vitória é tempo de vacas gordas; a derrota de bodes expiatórios.

E o bode expiatório encarna as dimensões mais recônditas, a nossa face recalcada. Sendo, pois, a derrota, ressentimento, insegurança e, sobretudo, frustação.[]

Por isso nos revelamos tão estupidamente nacionalistas, culpando abertamente os jogadores mais ricos, cosmopolitas e radicados no exterior pela derrota, como se numa disputa estruturada pelo acaso das opurtunidades, vencer fosse uma questão exclusivamente dependente de aplicação e planejamento.

[…] Outro dado revelado pelo bode da derrota é o tratamento dos jogadores como se eles fossem subordinados, meros instrumentos da vontade popular e nacional que pensa na vitória e no hexa e como se tudo fosse uma questão de campanha publicitária e não de disputa e de jogo.[…]”

É bem verdade que sentimos uma certa apatia dos jogadores brasileiros, mas daí execrá-los já é exagero. O que importa mesmo é que nossa vida continua a mesma com ou sem hexa.

Simples assim

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 8:16 pm on Segunda-feira, Julho 10, 2006

 

Ele é fogo, Ela é ar

ele é uma multidão inquieta, ela uma inquietude quieta

ele é atidude, ela reflexão

ele é sol, ela lua

nó, laço.

 

 

Dica

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 5:42 am on Sábado, Julho 1, 2006

 Num típico progama bem paulistano. Outro dia  estávamos num shopping de bairro desses pequenos, na Vila Mariana. No meio de tanta coisa igual, fomos levados por encanto, igual cena de desenho animado, até uma loja de cd’s. O som que estava tocando era maravilhoso. E descobrimos uma coleção chamada putumayo(http://www.putumayo.com/). Valeu o passeio sem graça. São cd’s incríveis, com músicas de todo quanto… african, arabic, america, euro… um mundo a descobrir. Os encartes são lindos, bem coloridos, um presente à parte. Como adoramos jazz compramos um cd chamado Lousiana Gumbo, e outro estilo bem bacana Africa and America Odyssey. Pena que são caros, mas vale muito!! 

Fui comentar minha descoberta com o Chico César e ele falou que lá nos USA foi lançada uma coleção com músicas só dele. Ai eu quero!!! 

 
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