Com licença poética

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 3:36 pm on Sexta-feira, Setembro 29, 2006

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

Hoje vai ter uma festa…

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 1:13 pm on Quarta-feira, Setembro 27, 2006

 Paloma&Rachel1.jpg    Para você a primavera mais colorida, e muitos sorrisos lindos como esse. Queria está aí com você. Sinta-se muito amada, beijada e abraçada por mim, minha amiga-irmã, Paloma.

P.S.: esse meu blog tá virando um fotolog. Amore, vc viu que fiz uma montagem nessa foto e tirei Gianna??? hehehe, mas tenho a original aqui.

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Coisa linda da tia

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 1:53 pm on Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Fuim.jpg ”nivesário” do meu Pedro Henrique. Liguei para dá os parabéns, mas ele muito importante não quis falar comigo, devia tá “busado”. Ain que saudades…

Arte de ser feliz

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 9:24 am on Terça-feira, Setembro 19, 2006

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. 

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. 

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. 

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles 

 

Contrastes

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 6:16 am on Quinta-feira, Setembro 14, 2006

new_pa1.jpg             DSC03626.JPG

moro aqui(SP)                       minha irmã Karina tá morando aí(RR)

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