A rosa do poeta

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 11:08 pm on Quinta-feira, Julho 10, 2008

” O poeta costumava passear - acompanhado de uma garota - em uma praçaonde havia uma mendiga com a mão estendida. A mulher sempre estava sentada no mesmo lugar, sem olhar os transeuntes nem implorar-lhes esmolas, e tampouco demonstrava ficar agradecida quando recebia algum donativo. Embora sua amiga amiúde lhe desse uma moeda, Rilke nunca dava esmola à mulher. Certa vez, a jovem perguntou ao poeta o motivo pelo qual não lhe dava nada, ao que este respondeu:

- É o coração dela que precisa de um presente, não sua mão.

Alguns dias depois, Rilke depositou uma rosa na mão rachada da mendiga. Então aconteceu uma coisa inesperada: amulher levantou o olhar e, depois de beijar efusivamente a mão do poeta, saiu do lugar brandindo a rosa. O lugar da mendiga permaneceu vazio durante toda uma semana e uma vez transcorrida voltou a ocupar seu espaço.

- Mas de que ela viveu todos esses dias, se não esteve pedindo na praça? - perguntou a garota.

E Rilke respondeu:

- da rosa.”

trecho do livro Amor em minúscula - Francesc Miralles

o cedê da vez

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 10:05 pm on Sexta-feira, Julho 4, 2008

Tenho o costume, muita das vezes,  de eleger o cd da vez. Escuto mil vezes e não me canso. E esse é lindo demais. Ilumina meu quarto cheio de melancolia. Tem sido assim com Fernanda Takai em Onde brilhem os olhos seus.

Seja o meu céu

seja o meu céu, seja o seu céu

seja o meu céu, seja o seu céu

o céu azul do meu destino

o céu de Ícaro e de Galileu

o céu de couro nordestino

onde eu e buñuel

procuro o fogo de Prometeu

no caminho de Santiago

Eu, Clarice, Manoel

Eu, Francisco e Isabel

três marias, sete estrelas

constelação dos meus cabelos

no céu, no céu, no céu

no céu, no céu, no céu

com meu baião estarei

desenhando um outro céu

com meu baião estarei

desenhando um outro céu

onde brilhem os olhos seus

onde brillhem os olhos seus

sobre cães

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 8:15 pm on Sexta-feira, Julho 4, 2008

“Você não sabe  que revelação foi para mim ter m cão, ver e sentir a matéria de que é feito um cão. É a coisa mais doce que eu já vi, o cão é de uma paciência para com a natureza impotente dele e para a natureza incompreensível dos outros… E com os pequenos meios que ele tem, com uma burrice cheia de doçura, ele arranja modo de compreender a gente de um modo direto”

Minhas Queridas - Clarice Lispector

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 8:14 pm on Sexta-feira, Julho 4, 2008

“Não existem lugares, existem pessoas”

Clarice Lispector

 
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