matemática
Pela primeira vez consegui ver poesia na matemática. A solidão dos números primos é um livro para ser lido de um fôlego só.
“Mattia sabia o que tinha a fazer. Devia ir até lá, sentar-se de novo naquele sofá, pegar a mão dela e dizer não devo ir embora. Devia beijá-la outra vez, e mais outra ainda, até que se habituassem àquele gesto a ponto de não poder mais deixar de fazê-lo. Acontecia nos filmes e acontecia na realidade, todos os dias. As pessoas se prendiam àquilo que queriam, agarravam-se às coincidências - àquelas poucas - e criavam uma existência. Devia dizer a Alice estou aqui, ou ir embora, pegar o primeiro voo e tornar a desaparecer, voltar ao lugar em que ficara esperando todos aqueles anos”