Um arco-íris no céu ontem me deu uma dimensão de que as pessoas que usam uma lente de poesia não devem ser assim tão normais. Ou melhor, são umas ”desageradas” segundo o Manoel de Barros. Que conforto me dá.
A explicação física da dispersão da luz do sol que sofre refração pelas gotas da chuva em nada se compara, para mim, com a inspiração e a beleza daquelas cores enfeitando o céu juntinho das curvas do pão de açúcar.
E vi muito mais cores além do vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. E vi uma moeda de ouro na minha mão.