cumplicidade

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 9:37 pm on Sábado, Agosto 7, 2010

Tenho a sensação de que a Elisa é minha amiga, ou melhor, cúmplice. Um sorriso leve no rosto. Entendo total.

“[…]

(O homem vai pensar que sou louca

porque poesia pra algumas coisas ou pessoas

não comunica;

Poesia, quando o papo é sério, impossibilita

não convém, parece impropério.)

E o poeta, coitado

é quem a obedece

Vai se arriscando:

Ruas cheias de carros

semáforos quebrados

E o poeta atravessando.”

Elisa Lucinda

das boas frases

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 8:46 am on Quarta-feira, Agosto 4, 2010

“A verdade pode ser pertubadora para quem diz, mas extremamente libertadora para quem ouve”

(Martha Medeiros)

poder

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 11:20 pm on Terça-feira, Julho 27, 2010

Pode ser a sensação de um golpe fatal, ou uma taquicardia, pode ser um sorriso despertado, uma lágrima. Pode ser uma ventania, uma ressaca do mar ou uma brisa suave. Pode despertar sonhos, fazer adormecer, sacodir toda a poeira. Pode salvar o mundo, ou simplesmente o seu dia.

Pode aproximar, pode levar para onde só o silêncio é capaz. Pode transformar, pode tirar tudo do lugar, pode fazer ver uma flor no meio do asfalto, ou pode tirar a pedra do meio do caminho. Pode espantar, pode ultrapassar, pode agredir ou pode fantasiar. Pode fazer com que o seu jardim seja maior do que o mundo. Pode fazer a quadrilha do drummond dar certo no  final. Pode fazer do verme um poema, salve Augusto! E pode também salvar um afogado, já dizia o Quintana.

 A poesia pode tudo. E sempre me salva no final.

“Quem faz um poema abre uma janela

Respira tu que estás numa cela abafada

esse ar que entra por ela.

Por isso é que os poemas têm ritmo

para que possas, enfim, profundamente respirar.

Quem faz um poema salva um afogado.”

(Mário Quintana)

dois lados da mesma moeda

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 12:53 am on Domingo, Julho 18, 2010

Escrito entre um café, os olhos nas paisagens de uma revista de turismo e a espera do abraço desejado. Um mar de sentimentos me transbordou e durou um tempo infinito de poucas horas.

Nuvens.

Liberdade, conhecer outros ares, tanta beleza que os olhos podem alcançar e o coração pulsar mais alegre a cada descoberta. Sentir as inúmeras possibilidades da vida. O mundo todo lá fora. Crescer, aprender, multiplicar-se, voar.

Ninho.

O desejo do aconchego, dos cheiros familiares, do quente confortável do lar. Terra. Raízes. Crianças brincando. O mundo todo ali dentro. Dividir, ser, doar, ultrapassar-se, amar.

idem

Arquivado em: Uncategorized — Rachel at 3:53 pm on Quinta-feira, Julho 15, 2010

“Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.”
José Saramago

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